Brasil começa a recuperar vendas para o Mercosul | Economia – Estadão

De janeiro a abril, embarques cresceram 20,5% em relação ao mesmoperíodo do ano passado, mas burocracia ainda é entrave ao comércio

via Estadão / foto Werther Santana

 

O Mercosul é bom na concepção, porque os países precisavam se unir para ter mais força nas mesas de negociação”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da entidade, Carlos Eduardo Abijaodi. “Mas há muitas falhas.

Por exemplo: apesar dos discursos pregando a necessidade de buscar novos acordos comerciais, a burocracia do Mercosul deixa na gaveta entendimentos já fechados. Assinado há sete anos, o acordo com o Egito não foi colocado em prática até hoje. Isso porque o Brasil só obteve sua aprovação no Congresso Nacional em 2015. E ainda falta um decreto presidencial para regulamentar. O acordo tampouco foi aprovado pelo legislativo argentino.

Há problemas ainda mais antigos. O açúcar brasileiro ficou de fora da regra geral de ser exportado para os países do Mercosul sem tarifas. O mesmo vale para carros, que são submetidos a um regime de cotas.

E há entraves mais recentes. Em 2016, os membros do Mercosul aprovaram uma nova versão da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), uma tabela que lista códigos para todos os produtos. Mas só o Brasil adotou a nova tabela. Resultado: as exportações por vezes ficam paradas por inconsistência de uso dos códigos. Cerca de 50% das normas aprovadas pelo Mercosul não estão internalizadas em todos os países.

Outro problema enfrentado pelas empresas é a demora na tomada de decisões. Segundo o estudo, há 19 pedidos do setor produtivo brasileiro para redução temporária de tarifa de importação, para contornar situações de desabastecimento. Ou seja, em tese são medidas a serem adotadas com urgência. Mas algumas solicitações já completaram um ano de espera.

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