Ação ambiental avança em portos e tende a aumentar, diz especialista | A Tribuna

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por A Tribuna / Fernanda Balbino / Foto Carlos Nogueira/A Tribuna
Gerente da BTP relembra processo de remediação do local onde o terminal foi erguido no Porto.

07/06/2017 – 14:39 – Os cuidados com o ecossistema, especialmente ações para reduzir o impacto ambiental das operações, já integram o cotidiano dos portos brasileiros. E a tendência é que essa atenção seja ampliada, tanto para o atendimento a exigências legais, como para a garantia da sustentabilidade das atividades dos complexos marítimos.

A análise é da gerente de Meio Ambiente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Elisabete Ramos, que ontem ministrou uma palestra, aberta à comunidade, sobre o processo de remediação ambiental realizado na área hoje ocupada pela unidade – antes, o local, que fica na região da Alemoa, no cais santista, abrigava um lixão e era considerado o maior passivo ambiental do setor. O processo foi concluído há cinco anos.

A apresentação da gerente integrou a 4ª semana interna de Meio Ambiente do terminal, especializado na operação de contêineres e que mantém 13 programas voltados à proteção ambiental.

Sobre as práticas do segmento portuário com o ecossistema, Elisabete cita as próprias iniciativas desenvolvidas pela BTP. “Os cuidados não pararam na remediação, mas continuam. Esse é um dos princípios da sustentabilidade, da descontaminação e despolui-ção de áreas. Você vê a área do terminal com a criação de novas áreas verdes, com mais de mil árvores do bioma da Mata Atlântica, de manguezal. Além disso, há a reutilização de recursos, a implantação de painéis solares”, destacou.

A elaboração de planos de gerenciamento de riscos e a adoção de procedimentos especiais para a movimentação de cargas perigosas também estão entre os cuidados adotados em prol da preservação do meio ambiente. “Temos, por exemplo, dois funcionários de empresas especializadas que fazem rondas e adotam procedimentos de checklist durante os abastecimentos (dos navios)”.

Um estudo desenvolvido pelo Governo Federal aponta que as mudanças climáticas verificadas em todo o planeta vão afetar o Porto de Santos, especialmente sua infraestrutura de cais, a retroárea e seus acessos, tanto marítimos como terrestres. Com relação a essa questão, a gerente da BTP explica que o monitoramento das espécies marinhas também é um indicativo para identificar o fenômeno. “Se aumenta o nível do mar, muda a temperatura da água, que aumenta. A gente faz o monitoramento e consegue ver as variações”, explicou.

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